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PEDAGOGIAS DE NATUREZA ANIMAL - TRAQUINAGENS E MALINAÇÕES NA MEMÓRIA DE UM IDOSO EDUCADOR

  • Foto do escritor: peixotonelson
    peixotonelson
  • há 3 horas
  • 4 min de leitura
Foto de Gisela B. Alfaia
Foto de Gisela B. Alfaia

Podemos intitular esse texto de "Traquinagens de Infância com Potencial Educativo ou perversivo", por Veltinho dos Morcegos, um velho amigo de caminhada. As "malinações" cabem também para identificar as travessuras que meninos atraídos pelo movimento dos bichos; ensaiavam, aprendiam a lidar, a viver com eles para cuidar, avaliar o que faziam e, enfim, a se corrigir com a ajuda dos pais.


Os casos aqui abordados estão distantes das torturas orquestradas contra o "Cão Orelha", de Santa Catarina, que adolescentes mal orientados não aprenderam a ter ternura e nem amizade com os bichos, sejam domésticos ou de vivência de ruas, indefesas criaturas amadas por São Francisco e gente de bom coração.


Este fato cruel pelos menos atribuiu aos cachorros de rua a condição de"cães comunitários" e fortaleceu uma campanha de proteção e respeito por todo tipo de vida.


Pois bem, nosso velho educador, um moleque esperto que se chamava "Veltinho dos Morcegos", nada tem a ver com o “batman”. Arranjei esse acréscimo ao nome dele pelo potencial de que o morcego tem, de jogar sementes e fazer a polinização das plantas. Tal como a alegria do Evangelho, encontrei em suas aventuras as lições de um idoso feliz, por ter levado uma infância acompanhada pelos pais.


Conto uma parte de sua vida com relação aos animais domésticos no começo da vida, quando aprendeu a ser carinhoso. Para ele, atualmente um velho aposentado, os bichos sempre tiveram um lado prioritário. E acho até que esse amigo velho serve de paradigma de um desenvolvimento humano sadio, tanto quando era criança quanto agora em idade avançada. Afinal, ele era amigo dos bichos. Os passarinhos e os peixes podem ter queixas dele, mas nunca esqueceu das malinações que faziam com os sapos, em sua fase de descoberta da natureza animal.


Os estudos acerca do desenvolvimento da Primeira Infância, em pesquisas de Harvard, apontam o livro da natureza como o arsenal maravilhoso de estímulo para a plasticidade e a formação das sinapses neuronais, formação de redes que atuam na segurança, autonomia e aprendizagem do cuidado. Muitos avós dizem que seus netos tem um "déficit de natureza". Sabem o que é isso? Vamos conversar sobre essa falta de viver em contato com a natureza em outro momento.


Foto de Gisele B. Alfaia
Foto de Gisele B. Alfaia

Examinando a infância do Veltinho e de muitos de nós, concordamos que tenha acontecido por curiosidade algumas ações predatórias e desrespeitosas. Tais ações malévolas com os bichos aconteceram como estágio de percepção, por curiosidade ou mera companhia da garotada, seguindo a "boiada".


Cito alguns destas ações que o Veltinho fazia. Está arrependido e tem vergonha de contar que, certa vez, cortou o bigode de um gato, o que fez o bichinho perder o rumo e ficar com dificudade de comer. Passou um bom tempo dando comida na boca do gato. Que barbaridade! Sabe lá com quem aprendeu e como descobriu isso! As baladeiras ou estilingues nunca faltaram numa certa fase de sua vida de passarinheiro.


Em tempos de São João, por exemplo, dava um rabo extra para os gatos, acrescentando um fio com bombinhas acesas para estourar e vê-los correr assustados. E com os sapos, nunca fez o que algum malvado ensinou, vê-los engolindo esferas incandescentes como pitangas. Nem descrevo o que acontecia para evitar o espanto dos amigos dos animais e um castigo retroativo. Prefiro lembrar do café no fim da tarde para contar piada e histórias.

Em contrapartida, falemos dos ratinhos-da-índia que ele treinava para correr entre as crianças e ficar quietinhos nas cartolas dos mágicos. E dos coelhinhos que, tendo crianças em roda, aproximavam-se escolhendo a criança mais amável e cuidadosa para poder brincar. Sim, os bichos, as sementes e as frutinhas de abacaxis atrofiados eram os encantos dos pequenos. Borboletas, cigarras e flores que serviam para contar as pétalas e desenvolver a apredizagem da matemática.


Os gafanhotos eram predadores das flores, e daí as lições de controle de pragas. Esses cortadores das flores ensinavam a perdoar. O Veltinho dos Morcegos e o Nelsinho dos Calangos, como ele me chamava, ganhavam qualificações junto aos amigos.


Havia o Quinho das Varas Verdes, o Ozires da Viola dos Urubus, o Marcos da Orquídea Luíza e o Cachorro Magro. Havia o Lino do Direito, mas não da "extrema direita". Havia o Mauro Rubens da Ração animal sem veneno, o Hércules das Colunas sem rachadura e sem cupim, o Kikel e o Valtinho que já lotam a arquibancada do Noé com Jesus e as crianças do Céu.


Muito dessas verdades mostra o que aconteceu por amor aos bichos que nos ensinaram a cuidar de gente e a tratar todos com amor eterno! Até achamos que não ficou registrado, no Evangelho da Alegria, o final do conselho de Jesus: "deixai vir a mim as criancinhas" e os bichos de Criação que nos ensinam a amar, porque deles é o Reino de Deus e a preservação da Terra.


O livro aberto da natureza é a maior linguagem do amor que Deus tem por nós! Ensina a ler e escrever esse amor para construir seu Reino reconciliado, que acontecerá entre o escorpião selvagem e a criancinha de colo. Nosso grupo de idosos confessa e professa que todas as coisas que Deus criou são muito boas.


Nós, idosos e jovens leitores, precisamos aprender a discernir o joio do trigo. O Pai do Céu cuidará de todo julgamento. A nós compete amar a Criação e aprender com ela a viver em Paz e Fraternidade, a começar pelas historias daqueles que já viveram muitos anos e se abrem para viver o ano de 2026.


VAMOS AGUARDANDO E NOS MOBILIZANDO PARA VER A JUSTIÇA ACONTECER AOS MATADORES DO CÃO ORELHA!


VAMOS APRENDER A CUIDAR DOS BICHOS E, NA VELHICE, PODER TER UM AMIGO FIEL QUE SE CHAME "TOTÓ"!


Ps. Esse texto se inspira no livro de minha autoria, cuja segunda parte do título é a HISTÓRIA DE UM MENINO, a ser reeditado neste ano de 2026. AGUARDEM!

 
 
 

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