JUVENTUDES E VELHICES - AÇÕES E ORAÇÕES COM ESPERANÇA E AMOR
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No decurso de 12 horas, passei por duas experiências complementares que se unem na esperança da vida militante na terra e da vida triunfante do Reino do Céu. Uma, no entardecer do dia, mas com jovens, e a outra, no nascer de um novo dia com idosos. Nada de contraditorio encontramos, pois a noite e o dia completam-se, quando a fé reside no coração, desde o inicio da vida até o seu ocaso.

A primeira experiência foi com uma multidão de jovens que encontrei na penumbra da igreja de Nazaré. Com luzes suaves, mostravam suas cabeças iluminadas de sonhos, pois eram jovens concentrados na oração do terço mariano. Encontravam-se em todas as segundas-feiras para aquietar, aquecer os corações e sentir a presença amorosa de Deus dentro de cada um e no meio de todos. A introdução de cada mistério acontecia como avaliação da prática do seguimento de Jesus. Na verdade, estavam desejosos de ser seguidores de Jesus e não meros praticantes da religião católica.
Reunidos e concentrados em intenso silêncio, oportunizavam-se a descobrir o caminho da verdadeira felicidade, tal como Jesus anunciara nas Bem-Aventuranças. Felicidade possível a todos se aceitassem a proposta de Jesus, de se tornarem pobres e alegres, a fim de possuir as riquezas do Reino, na companhia dos humildes e esquecidos nos seus contextos de vida. Sim, serão felizes na vivência construtiva da paz, da tolerância e da misericórdia com aqueles que são diferentes e necessitados de acolhimento e perdão.
Felizes serão se o coração for puro e longe da prática egoísta com aqueles que encontram e convivem.
Estes jovens estavam aprendendo, com a Mãe de Jesus, a serem discípulos do seu Filho, através da repetição alegre da Ave Maria. São os protagonistas, no presente e no futuro de uma sociedade alternativa, que Jesus chama de Reino, a viver o estilo e a prática de sua trajetória, testemunhada nos quatro Evangelhos.

A segunda experiência, neste percurso das 12 horas, aconteceu com os idosos do abrigo São Vicente de Paulo, depois de longo historia, pilotando e navegando nos rios e nas estradas, guiados pelo leme que os guiava pelo Espirito Santo de Deus para a construção do Rreno de Deus.

Igual aos jovens das segundas feiras, os idosos reúnem-se, na manhã da terça-feira, para rezar o terço, provavelmente, no último quarto de anos de suas vidas.
Estavam ali, alguns idosos cadeirantes e dependentes de muito amor e maior cuidado; outros, de olhos vedados e bocas cerradas.
Apenas poucos podiam pronunciar a gratidão pela vida, cheia de graça e da presença do Senhor entre eles.
O clamor do nome de Maria era mais uma pulsão do Espírito do que uma tentativa de vocalizar a confiança que nunca se abalara com as dores da vida, muitas vezes, rezando no silêncio do quarto ou na enfermaria. Aos acamados, em extrema vulnerabilidade, assumimos a voz e rezamos em nome deles, o Pai-Nosso, intensificando o desejo da realização do Reino que já veio e vai se completar, quando nenhuma criança deixar de viver, pelo acometimento do aborto ou pelo abandono das ruas, que a miséria e a desigualdade promovem.

Realização será plena, quando nenhum Idoso viver e morrer sozinho. Fartura de Vida e de Família, quando os jovens de Nazaré empreenderem suas existências para reverter o egoísmo gerador das iniquidades. Eles confiarão que onde abundaram as desgraças, nos seus contextos, a Graça e a Misericórdia tornarão, todos eles, em discípulos e missionários de Jesus.
Chegará o dia da exclamação de Simeão, quando os jovens disserem que seus olhos contemplaram a face de Deus, no rosto dos seus preferidos.
Nelson Peixoto, Manaus, 14 de março de 2026.



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