HISTÓRIAS DE AVÓS - OS MEDOS DE MORRER QUE A ESPERANÇA RETIRA
- peixotonelson
- 13 de jun.
- 3 min de leitura

"Minha avó contava que existia um homem muito ruim e ele tinha medo de morrer por causa disso. Mas, antes de morrer, um desconhecido andarilho pediu-lhe dois sacos de farinha. Ele deu. Chegando ao céu, Deus disse, cada fio daqueles dois sacos de farinha e cada migalha de farinha conta como bem que você fez na terra" (Declaração de uma amiga).
Posso ser indiferente? Viver com medo e sem saber onde ancorar minha esperança? Estas perguntas fazemos sempre quando desconfiamos do gesto ou das palavras que ferimos quem nos ouvia ou quem gritou conosco e nos ofendeu por vingança.
Porém, imaginemos os fios dos sacos antigos de algodão, sisal ou de fibra da juta da Amazônia em trabalho manual de tecelagem que se vai confeccionando, ao longo da vida, através de ações de bondade, de solidariedade e de compaixão.
Não bastam ser de retalhos coloridos, rezas repetitivas ou apenas fios soltos sem as emendas amarradas ou trançadas com amor! É preciso ter adesão ao Projeto do Reino de Deus anunciado por Jesus e nunca perder a esperança nascida da gratuidade do amor. Neste sentido, os antigos contavam acerca do surgimento da primeira âncora no mundodos mares para significar a ESPERANÇA.
Vou contar a lenda dos primórdios das âncoras dos navios nas ondas tempestuosas e lembrar de de um escritor que encantava minha imaginação quando o lia. Era a história de um pescador que transformou o medo em coragem nas águas do Caribe.
Foi assim. Aconteceu que uma pedra dura de vulcão, com duas pontas finas, jazia esverdeada no fundo do mar. Diziam que, certa vez, os peixes de sangue frio aqueciam o corpo sugando o limo que crescia nas duas pontas da pedra. O tubarão-martelo perguntou por que os peixinhos não deixavam as algas verdes crescerem. Este conseguiu convencer que deixassem crescer a ponto de chegarem à flor da água, construindo-se assim uma ponte do fundo do mar até às ondas gigantes que balançavam, em ritmo frenético, qualquer barco de pesca que se aventurasse naquelas águas mortais. Os peixinhos, entretanto, nadavam guiados pelo emaranhado esverdeado que deixaram crescer até pegarem um ar fresto entre as ondas espumantes do mar.
O "Homem do Mar", chamado "Capitão Vermelho", com a pele da cor do sol poente, navegava em seu barco sobre as ondas, que se acalmavam serenamente por onde passava. O pescador notando a ponta do cordão verde que flutuava, começou a puxar a pedra dura e pontiaguda das profundezas que serviam de caminho para os peixes irem respirar. Assim, a pedra cortante se tornou a primeira âncora, um sinal de esperança, que nos faz viver nas tempestades e profundezas do mar da vida até a superfície serena para ver o horizonte sem fim, que era o oceano indescritível de Deus.

A presente lenda recorda-nos do romance novelesco, que Ernest Hemingway escreveu no ano em que eu nasci, 1951. Uma perfeita obra de ficção sobre a pesca de um marlin-azul, apelidado de peixe-boi marinho.
Esta foi a última grande obra de Hemingway, publicada ainda durante a sua vida, sendo a mais famosa, exatamente no ano que eu comecei a crescer, já tendo finalizado a violância da 2ª Grande Guerra.
A obra de Hemingway é pequena diante da ESPERANÇA que moveu a criação da Organização das Nações Unidas para preservar a paz. A mesma esperança que o Papa Francisco insistia em sua luta pelo fim das guerras atuais, para o fim das exclusões e das indiferenças, sempre a favor da continuidade da vida de nossa Casa Comum .
ESPERANÇA que não cessará com a eleição do Papa FRANCISCO II ou do escolhido eleito para construir mais pontes da Paz, proclamada pelo Papa Leão XIV, em 08.05.25. Ele anunciou:
"Esta é a paz de Cristo ressuscitado, paz desarmada e desarmante, humilde e perseverante, que provém de Deus. Deus que nos ama a todos incondicionalmente. Ainda conservamos em nossos ouvidos aquela voz frágil, mas sempre corajosa do papa Francisco, que abençoava Roma.
ÂNCORAS DA ESPERANÇA por um mundo sem guerras e fomes, que não nos deixam desistir, mas confiar no amanhã de SOLIDADRIEDADE, movidas pelo amor misericordioso de Deus Pai, que não nos deixou órfãos, permanecendo conosco com seu Espírito Santo.
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