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AMIZADES SEM IDADE COM AMOR E SAUDADE DE TRABALHOS PASSADOS

  • Foto do escritor: peixotonelson
    peixotonelson
  • há 4 dias
  • 3 min de leitura

Atualizado: há 4 dias


A mesa estava posta. Dora e Valmir serviam com acolhimento e afeto os velhos colegas, aposentados do trabalho do Banco do Brasil. Como é alentador que aposentados da mesma empresa, ter essa prática de reuniões e encontros para conversar, cantar e lembrar histórias, bem alegres, abastecendo a fraternidade por onde vivem!


O início bem humorado deste evento foi o teste culinário que, devotamente,  apreciamos agradecidos. Às vésperas dos 69 anos, o Valmir descentralizava a palavra para que todos, à mesa redonda, tivessem o coração e a palavra para expressar a alegria indescritível do reencontro, inclusive com o escritor Luiz Damasceno, irmão mais velho do falecido D. Jacson, CSSR, presenteando-me seu último livro, (Anjos da Passagem, Manaus, Editora Valer, 2025). Uma bela novela cujas personagens nos ajudam a fazer a passagem dos anos.


Com simplicidade e sem dominação, nós, idosos estávamos  sentindo o vibrar da vida, estando, ali também para conhecer e proclamar o nascimento do neto do casal anfitrião, como sinal de que Deus, Senhor e amante da vida, estava no meio de nós acreditando no futuro de cada um de nós.


O gosto da amizade ativava a saudade e um retorno saudável percorria pelas lembrança do passado trabalhado de todos os presentes.  Somente eu degustava cada caso alegre, saboreando uma torta de frango light, com fécula de mandioca, porque a doçura devia estar na palavra cultivada, mas longe do diabete.


Uma experiência amistosa por um coletivo de idosos, postados em ciranda ao redor da mesa, desejosos de que algo assim aconteça entre os idosos ainda independentes, reunidos fraternalmente, como tenho testemunhado na Casas dos Idosos que visito assiduamente, o abrigo da SSVP (Sociedade de S. Vicente de Paulo) e do FAIC (Fraternidade de Amigos e Irmãos da Comunidade).


Por falar em São Vicente de Paulo, o Valmir e eu estávamos, estampando na camisa que vestíamos, o logo que sintetizava o sentido da Vida dos Vicentinos, devotados aos mais pobres da cidade. Descrevo que no bordado da camisa, à altura do coração, havia um peixe estilizado para mostrar o sinal dos cristãos primeiros que assim se identificavam, durante a perseguição do Imperio Romano, como seguidores de Jesus e confiáveis. Consolação escondida aos que mais sofriam com a exploração dos impostos do poder religioso e do poder político. Um peixe que em grego, tem como iniciais a profissão de Fé e de Confiança no poder da pratica de vida do Mestre Jesus.


A frase "Serviens in spe", no logo, dizia o coracão da vida, que nas conversas e partilhas acontecia, ou seja, um assunto de Serviço da Esperança. A experiência de terem todos acompanhado e contemplado os momentos de desenlace final dos pais, irmãos e amigos que já estão desfrutando a eternidade no amor de Deus.


Apesar deste assunto, alegria percorria em nossos olhos, sobretudo, a olhar crianças que sentavam conosco à mesa redonda e muito democrática, desabrochando na vida o sentido de que a mesa é o momento sagrado para alicerçar o afeto e a vida em família, tal como fez Jesus, e mandou que continuássemos a fazer em memória dÊle.


Casal mobilizador da amizade: Valmir e Dora
Casal mobilizador da amizade: Valmir e Dora

Assim, estávamos em serviço de esperança por um mundo mais fraterno que acontecia ali e que sonhávamos ser um dia, o banquete eterno onde ninguém ficaria de fora, esperando migalhas. A fartura daquele momento nos apontava para o mundo, apesar das divisões que a hegemonia do sistema impõe e descarta milhões para fora do convívio humano.


Ainda, há uma distância abismal, para nos sentirmos todos irmãos e cidadãos do infinito, mais do que patriotas de um território limitado e protegido por armas, leis ou eleições.



Para nós a Terra é a nossa mãe geradora da vida, e DEUS é o pai que não esqueceu de nenhum dos filhos, irmãos eternos, na esperança construída pelas mãos dadas daqueles velhos companheiros de trabalho e familiares que viveram a experiência na casa da Dora/Valmir, o filho Renato e a neta Ana Laís, o escritor Luiz Damasceno, Terezinha Rodrigues, Filomena e o neto Luís Gustavao, ela viúva do Pedro, que era grande agente da Paróquia de Santo Afonso, em Manaus.


Nelson Peixoto, Manaus,


 
 
 

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