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PÁSCOA DAS AMIZADES SEM IDADE, TRABALHO E SAUDADE DO PASSADO

  • 27 de jan.
  • 3 min de leitura

Atualizado: 3 de abr.


A mesa estava posta. Dora e Valmir serviam com acolhimento e afeto os velhos colegas aposentados do Banco do Brasil. Como é alentador que aposentados tenham essa prática de reuniões e encontros para conversar, cantar e lembrar histórias bem alegres, abastecendo a fraternidade por onde vivem! Reviver as refeições que Jesus amava fazer! Nesta Páscoa de 2026, podemos sentir o clima da amizade que perdura para sempre. "Estarei sempre no meio de vós"!


O início bem humorado deste evento foi o teste culinário que, devotamente, apreciamos agradecidos. Às vésperas dos 69 anos, o Valmir descentralizava a palavra para que todos, à mesa redonda, tivessem o coração e a palavra para expressar a alegria indescritível do reencontro, inclusive com o escritor Luiz Damasceno, irmão mais velho do falecido D. Jacson, CSSR, presenteando-me seu último livro, (Anjos da Passagem, Manaus, Editora Valer, 2025). Uma bela novela, cujas personagens nos ajudam a fazer a passagem dos anos e ateé entender a Pascoa de Jesus, quando o amor assume caminho do bem.


Com simplicidade e sem dominação, nós, idosos, estávamos sentindo o vibrar da vida, estando ali também para conhecer e proclamar o nascimento do neto do casal anfitrião como sinal de que Deus, Senhor e amante da vida, estava no meio de nós acreditando no futuro de cada um.


O gosto da amizade ativava a saudade e um retorno saudável percorria pelas lembrança do passado trabalhado de todos os presentes.  Somente eu degustava cada caso alegre, saboreando uma torta de frango light com fécula de mandioca, porque a doçura devia estar na palavra cultivada, mas longe do diabete que prevenimos.


Uma experiência amistosa por um coletivo de idosos postados em ciranda ao redor da mesa, desejosos de que algo assim aconteça entre os idosos ainda independentes, reunidos fraternalmente, como tenho testemunhado na Casas dos Idosos que visito assiduamente: o abrigo da SSVP (Sociedade de S. Vicente de Paulo) e do FAIC (Fraternidade de Amigos e Irmãos da Caridade).


Por falar em São Vicente de Paulo, o Valmir e eu estávamos estampando, na camisa que vestíamos, o logo que sintetizava o sentido da vida dos vicentinos devotados aos mais pobres da cidade. Descrevo que, no bordado da camisa, à altura do coração, havia um peixe estilizado para mostrar o sinal dos cristãos primeiros. que assim se identificavam, durante a perseguição do Império Romano, porque eram seguidores de Jesus e confiáveis amigos.


Consolação efetuada e escondida aos que mais sofriam com a exploração dos impostos do poder religioso e do poder político. Um peixe, que em grego tem como iniciais a profissão de Fé e de Confiança no poder da prática de vida do Mestre Jesus que vencera a morte de cruz.











A frase "Serviens in spe", no logo, dizia o coracão da vida, que nas conversas e partilhas aconteciam, ou seja, um assunto a Serviço da Esperança de um mundo fraternizado que bem cuida da Pessoa Idosa.


Nossa partilha também direcionou-se, respeitosamente, sobre experiências de terem todos acompanhado e contemplado os momentos de desenlace final dos pais, irmãos e amigos que já estão desfrutando a eternidade no amor de Deus, como ressuscitados, porque fizeram sua Páscoa definitiva.


Apesar deste assunto, a alegria percorria em nossos olhos, sobretudo, a olhar crianças que sentavam conosco à mesa redonda e muito democrática, desabrochando na vida o sentido de que a mesa é o momento sagrado para alicerçar o afeto e a vida em família, tal como fez Jesus, e mandou que continuássemos a fazer em memória d'Ele.


Casal mobilizador da amizade: Valmir e Dora
Casal mobilizador da amizade: Valmir e Dora

Assim, estávamos em serviço da esperança por um mundo mais fraterno que acontecia ali e que sonhávamos ser um dia o banquete eterno onde ninguém ficaria de fora esperando migalhas. A fartura daquele momento nos apontava para o mundo, apesar das divisões que a hegemonia do sistema impõe e descarta milhões para fora do convívio humano.


Ainda, há uma distância abismal para nos sentirmos todos irmãos e cidadãos do infinito, mais do que patriotas de um território limitado e protegido por armas, leis ou eleições.


A Ressurreição de Jesus acontece hoje e sempre! FELIZ PÁSCOA!


Para nós, a Terra é a nossa mãe geradora da vida, e Deus é o pai que não esqueceu de nenhum dos filhos, irmãos eternos, na esperança construída pelas mãos dadas daqueles velhos companheiros de trabalho e de familiares que viveram a experiência na casa de Dora e Valmir, o filho Renato e a neta Ana Laís, o escritor Luiz Damasceno, Terezinha Rodrigues, Filomena e o neto Luís Gustavao, ela viúva do Pedro, que era grande agente pastoral da Paróquia de Santo Afonso, em Manaus, que agora celebra a Páscoa eterna e nos espera para o banquete da Vida em Deus!.


Nelson Peixoto, Manaus, 04 de abril de 2026 - SÁBADO DE ALELUIA!


 
 
 

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