"A CONVIVÊNCIA COM OS ANIMAIS COMPÕE O ARCO EVANGÉLICO DO AMOR". LEITOR (A), CONCORDAS?
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AO LUTO DO CÃO ORELHA EM DECLARAÇÕES DE DOR E CRÍTICA
“Cada um chegou, na VIVA MÉMORIA, com sua vivência “cachorrral” antecipada, carregando saudades de muitas brincadeiras, carreiras e instigações da brabeza de cães, pondo uns contra os outros. Essas provocações são dos tempos distantes, de meninos danados na rua, fugitivos provisórios de casa, para ir à beira do rio, pular cercas de quintais, pegar mordida no traseiro quando pegavam frutas alheias e assim por diante. Certamente alguns gostavam de colocar cachorros para brigar e acabavam jogando pedra neles para se separarem. Conta-se que a molecada ficava intrigada quando a cachorrada perseguia as cadelas em cio. E aí as pedras funcionavam como gesto de moralização farisaica pela proteção dos bons costumes. Nosso maior afeto por cachorros, símbolos da nossa fidelidade e amizade foi o Aruaque, que seguiu comigo, como presença dos amigos que deixei, para seguirem a vida na Casa Viva Memória”. (pgs 100 e 101 do meu livro “História de um Menino e a Casa Viva Memória”).

Reverberando o caso triste do cão comunitário que alcançou publicidade e empatia nacional por um tão cruel desfecho, recebi notas em resposta ao que registrei no meu blog da semana de 07.02.2026, sob o título::
“Aprendendo o Cuidado Animal-Traquinagens e Malinações na Memória de Idoso Educador”.
“Você me enviou uma resposta ao meu luto pelo Orelha e pela juventude que se extravia no orgulho, nos mimos e na ausência familiar. Somente o altruísmo, o voltar-se para dentro, a reforma de nossos valores íntimos poderão nos ajudar a começar uma mudança que resgate os valores humanos. O luto me vem à mente porque o vivenciamos nessas situações, mesmo sem saber como nomear, mas nossos sentimentos são inequívocos. Ao final, é o que nos conecta como irmãos em humanidade”. (Aguinaldo Campos)
“O episódio do cão Orelha nos ensina que estamos, realmente, com um "déficit de natureza". Pois bem, este amigo de juventude fala da saudade do nosso cão Aruaque e das orquídeas que levei para a casa “Viva Memória”, na qual vivemos em comunidade, inclusive com nosso “cãocampanheiro”. Escreve o Quinho: “Um ensinamento sobre como a convivência deve ser não apenas com pessoas, mas também com todos os seres da criação”. (Quinho Assis)

Recebi um áudio do amigo que resolvo publicar aqui para espantar alguns de nós que temos medo de barata e de jias frias.
“Minha filha mora perto de uma pequena área verde, Certa vez, apareceram baratinhas que povoaram em um dia sua cozinha. Todos protestavam porque ela as protegia” (Amigo Ant. Carlos). “Essas vivem por um dia apenas, porque abreviá-las a vida?”, dizia sua filha, em protesto. “Mas vocês aceitam criar uma jia no pote de barro. O animalzinho sai, passeia e volta para dormir”.

Um amigo filósofo repassou-me um dos seus objetivos por acompanhar minhas postagens: “Li agora, caro amigo. Como sempre, textos com a leveza de espírito de que precisamos para suportar o peso do cotidiano”.
Grato, Alcimar e todos os leitores com os quais reparto minha vida em palavras! Gostaria muito mais que somassem comigo como voluntários na luta pelos Direitos da Pessoa Idosa!
Nelson Peixoto, Manaus, 14 de fevereiro de 2016











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