INDÍGENA SALVA OS NETOS CONTRA OS ABUSOS SEXUAIS DAE CRIAÇAS E MOBILIZA TODOS DA VILA A LUTAR

Entre pequenas colinas, no Cerrado Central do Brasil, uma fábrica de cimento se instalou, devido à grande quantidade de calcário extraído, a céu aberto. Sempre o local estava sob tráfego intenso de caminhões que chegavam para pegar grandes carregamentos de sacos de cimento, e outros que chegavam trazendo argila e lenha para os fornos. Caminhoneiros passavam dias, aguardando a vez para lotar com sua carga. Apesar da alta produção, às vezes, a semana se passava, os caminhoeiros ficavam alojados à beira da estrada, almoçando nas biroscas ou restaurantes de pratos feitos. Nas noites quentes, aglutinavam-se homens e mulheres para dançar e muito mais.
Era muito frequente ver crianças, correndo durante o dia, brincando de esconde-esconde, entre os caminhões. Além de muita alegria, o perigo era real para as meninas que voltavam da aula na vila. Elas temiam encontrar-se com os homens nas curvas da estrada, por isso voltavam em grupos e, quase sempre, com uma mãe ou um homem que ia à cidade fazer compras para as suas lanchonetes. Uma história triste contavam os idosos sobre o desparecimento de meninas.
Os meninos, que nem cabritinhos, pulavam as cercas, subiam nos caminhões, escondiam-se entre as rodas dos carros, sem se darem conta dos perigos e dos olhares despudorados de homens carentes de afeto e muito mais, nesse caso, de possíveis pedófilos ou abusadores sexuais.

Certa tardinha, dois meninos, netos de um velho indígena foram abordados por um homem que se declarou preparador físico de futuros atletas. Corria com os meninos, à margem da estrada, por ali mesmo nas redondezas. Porém, prometeu ensinar uma técnica de subir em coqueiro, levando-os para um sítio abandonado.
A técnica consistia em erguer os meninos, levantando-os para que abraçassem o mais alto possível o coqueiro, depois de suspender e lançá-los, um a um, sobre o tronco do coqueiro. O homem mau começou a convencer os garotos a engrossaram os braços, dizendo que sabia de uma "mágica" com massagem nas costas.
Um deles aceitou ajuda e deitou-se de bruços. O outro percebendo que o homem parecia retirar o calção do irmão, gritou, e puxou-o pela mão, e saiu correndo para a casa do avô. Este, sabendo do fato, pegou sua espingarda e saiu correndo para procurar o molestador.
Infelizmente, caiu no chão, ocasionando o disparo da arma, ferindo sua mão. Os meninos levaram o avô para casa, a vizinhança correu com o barulho do tiro, mas não encontraram o treinador "tarado", que fugiu ao ouvir o tiro de espingarda.
Foi um corre-corrre da vizinhança que se juntou para procurar o molestador no cerrado. A busca foi fracassada. Ninguém sabia qual era o caminhão, mas correu a notícia de quem chegou da vila, que um veículo grande estava no fundo do precipício da estrada, bem onde a fábrica de cimento jogava os restos de carvão encandescente dos fornos.

O velho avô levantou a mão ferida, marcando sua testa com sangue e rezou para que o homem mau não ardesse no fogo do inferno da terra. Benzeu-se e abençoou os netinhos salvos e por não ter cometido o crime de homicídio por vingança, mas livrado os netos do mal.
Essa fato, um pouco exagerado, era repetido e incrementado entre os moradores, e acabou sendo a ideia mestra e motivadora para a sensibilização do dia 18 de maio, que, nacionalmente, é uma data para marcar a luta contra o abuso sexual e a exploração de crianças e adolescentes, tendo todos os anos seguintes como apoiadora a gestão da fábrica de cimento.
Nestes dias de eleição para a Assembleia Leislativa do Amazonas, eu tenho testemunhado muitas pessoas e organizações que lutam pela proteção das crrianças e adolescentes contra o abuso e a eloração sexual. Gotaria de homenagear a candidata Delegada Joyce Coelho Nº55355.
Nota de Esclarecimento sobre a candidatura da Delegada JOYCE COELHO:
A principal novidade entre os delegados é a estreia da delegada Joyce Coelho (PSB) na política. Ex-titular da Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca), da Delegacia Especializada em Apuração de Atos Infracionais (DEAAI) e com passagem pela delegacia de Manacapuru, ela se afastou da Polícia Civil para disputar uma vaga na Assembleia Legislativa. Sua pré-campanha tem como principais bandeiras a proteção da infância, o enfrentamento da violência contra a mulher e o fortalecimento de políticas públicas.
Nelson Peixoto, Manaus, 03 de Outubro de 2026.



Comentários